Projua na Educação: Entre versos, memória e educação, Tenda das Palavras encerra Juá Literária com debates que inspiram o futuro

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Projua na Educação: Entre versos, memória e educação, Tenda das Palavras encerra Juá Literária com debates que inspiram o futuro

Secretaria de Educação e Juventude - SEDUC

Autor: Assessoria de Imprensa (Thamires Costa)

Projua na Educação: Entre versos, memória e educação, Tenda das Palavras encerra Juá Literária com debates que inspiram o futuro

A Tenda das Palavras encerrou sua programação no Festival Juá Literária, neste sábado (25), se destacando como um ambiente de reflexão, debate e troca de ideias na segunda edição do evento. Ao longo de todos os dias, literatura, música, educação, cultura popular e debates sociais se encontraram em conversas que aproximaram diferentes gerações e mostraram […]

26/07/2026 13h51 Atualizado há 1 hora atrás


A Tenda das Palavras encerrou sua programação no Festival Juá Literária, neste sábado (25), se destacando como um ambiente de reflexão, debate e troca de ideias na segunda edição do evento. Ao longo de todos os dias, literatura, música, educação, cultura popular e debates sociais se encontraram em conversas que aproximaram diferentes gerações e mostraram como a palavra segue sendo instrumento de transformação, memória e pertencimento.

Entre os destaques do último dia, a mesa “Ser professor em tempos de sobrecarga emocional: quem cuida de quem cuida?” promoveu um debate sensível sobre os desafios enfrentados pelos profissionais da educação. As psicólogas Jocasta Rabelo e Larissa Rodrigues, do Instituto MAAT de Psicologia, refletiram sobre o impacto da sobrecarga emocional na rotina docente, destacando a necessidade de fortalecer redes de apoio e reconhecer que o cuidado com a saúde mental dos professores é fundamental para a construção de uma educação mais humana. A conversa também abordou a relação entre escola, família e sociedade, defendendo que o compromisso com a aprendizagem passa, inevitavelmente, pelo cuidado com aqueles que ensinam.

Já a mesa “Pra cada canto que olhe vejo um verso se bulindo” transformou a Tenda das Palavras em um grande encontro entre poesia, música e identidade nordestina. O título, inspirado na obra de Patativa do Assaré, sintetizou a proposta da conversa: mostrar que a poesia nasce do território, da memória e das experiências do povo. Mestre Bule Bule, um dos grandes representantes da cultura popular brasileira e da tradição dos repentistas e cordelistas, conduziu o público por versos improvisados, histórias e reflexões sobre o sertão, a vida, os caminhos da palavra e seu poder. Com seu humor característico e profunda sabedoria popular, o mestre ressaltou a importância de iniciativas que valorizam a cultura, a literatura e os saberes do povo nordestino. Em sua avaliação, o Festival Juá Literária representa um espaço de grande relevância para a formação cultural da população. “Juazeiro está de parabéns por ter pensado em um evento de ampla assistência, você abriu o seu coração e a mente, expôs produtos de relevância e o povo absorveu. Desta forma, a gente fica de retaguarda agradecendo os gestores e os organizadores”, disse o mestre.

Ao lado dele, Jéssica Caitano, poeta, cantora e pesquisadora pernambucana, trouxe uma perspectiva contemporânea da poesia nordestina ao defender a importância da oralidade e dos conhecimentos passados de geração em geração como instrumento de luta, identidade e transformação social. Ao compartilhar sua trajetória pessoal, a artista explicou como as vivências na zona rural e os ensinamentos herdados de suas avós moldaram sua relação com a palavra e a poesia. “O sertão, a caatinga, tudo isso me chama a atenção porque eu nasci na zona rural com minhas avós, minha avó Preta, minha avó pastora, uma era parteira e a outra, benzedeira, então elas vieram de uma herança oral, tudo isso foi passado através da oralidade, através da palavra. Você tirar um ramo e fazer um benzo, isso você está fazendo através da palavra, e como o mestre já disse, a palavra tem poder”, afirmou.

A conversa foi enriquecida pela participação de Lirinha, poeta, compositor e um dos fundadores do grupo Cordel de Fogo Encantado. Durante o encontro, ele destacou a influência de Patativa do Assaré em sua formação artística e refletiu sobre a permanência da obra do poeta na memória e na identidade cultural do Nordeste.

Ao encerrar sua programação, a Tenda das Palavras confirmou o propósito do Festival Juá Literária de fazer da literatura um espaço de encontro entre diferentes saberes. Entre discussões sobre educação, saúde mental, cultura popular, identidade nordestina, força e protagonismo feminino, importância da literatura, do jornalismo e da cultura, o espaço mostrou que as palavras têm o poder de preservar memórias, provocar reflexões e alcançar profundamente as pessoas em suas vivências. A segunda edição do festival se despede deixando como legado a certeza de que, em Juazeiro, a literatura segue viva, pulsando em cada verso, em cada canto e em cada história compartilhada.

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Texto: Thamires Costa/ Ascom PMJ
Fotos: Anamauê

 

 


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