
A Tenda das Palavras foi palco, nesta quinta-feira (23), de importantes encontros que promoveram reflexões sobre temas fundamentais para a sociedade por meio da literatura, da comunicação e da arte. Da memória política à potência da música produzida por mulheres, a programação reuniu estudantes, escritores, jornalistas, artistas e o público em geral para conversas marcadas pela troca de experiências e pelo fortalecimento da cultura.
Durante a manhã, a mesa Política e Literatura discutiu a relação entre política, jornalismo, literatura e memória. Mediado pelo professor de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Emanuel Andrade, o encontro reuniu os jornalistas e escritores Bob Fernandes e Emiliano José, professor, escritor e membro da Academia de Letras da Bahia.
Ao longo da conversa, os convidados destacaram a importância da preservação da memória histórica para a compreensão do presente e para a construção de uma sociedade mais democrática. A reflexão partiu da provocação de que “o hoje não pode matar o ontem”, reforçando que passado e presente caminham juntos e que revisitar a história é um exercício essencial para compreender os desafios contemporâneos.
Também foram abordados temas como o cenário político atual, as transformações sociais vivenciadas pelo país e questões contemporâneas analisadas sob a perspectiva da história e do jornalismo. Os participantes refletiram sobre como compreender o passado é essencial para interpretar os acontecimentos do presente, destacando o papel da informação, da memória e da produção literária na formação de uma sociedade mais crítica, consciente e democrática.
Ao defender o papel social do jornalismo na preservação da memória e na interpretação da realidade, o jornalista e escritor Emiliano José afirmou: “Não é possível, nem recomendável separar o passado do presente, e é indispensável ao jornalismo, sobretudo, o conhecimento do passado para você mergulhar no presente e descortinar o futuro, se não você não será jornalista, apenas um repetidor, um ventríloquo”, afirmou.

À tarde, a programação ganhou novos acordes com a mesa Mulheres das Palavras em Canções, reunindo as cantoras Juliana Linhares, Josyara e Flaira Ferro. Em uma conversa permeada por música, sensibilidade e identidade, as artistas compartilharam experiências sobre o processo criativo, a construção de suas carreiras e o diálogo entre arte e pertencimento.


Ao refletirem sobre os desafios impostos pelas plataformas digitais e pelos algoritmos, as artistas destacaram a importância da coletividade e da arte como formas de resistência. Como ressaltaram durante a conversa: “Aprender a andar junto é uma forma de desvio desses algoritmos”.
Fotos: Gilson Pereira






